O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou hoje regras para que juízes ouçam testemunhas e presos por meio de videoconferência. A expectativa é de que o uso do recurso tecnológico torne os processos mais rápidos e diminua os riscos à segurança pública. “A resolução permite que, de uma vez por todas, a gente implemente essa nova tecnologia”, afirmou o conselheiro do CNJ Walter Nunes, coordenador do Plano de Gestão Criminal aprovado hoje pelo conselho que, entre outras providências, regulamenta as videoconferências.
Com mais de 10,8 milhões de IPs únicos, País supera a Espanha. Estudo aponta que velocidade média mundial é de 1,7 Mbps.
A partir desta terça (5) passa a vigorar o bloqueio da porta 25 pelos provedores de e-mail no Brasil. Se você usa programas como o Outlook ou Thunderbird para utilizar serviços como o UOL Mail, para não ficar impedido de mandar mensagens, a porta de envio deve ser trocada de 25 para 587. Usuários de webmail não serão impactados.
Agentes federais, escolta, avião. Toda vez que um réu considerado perigoso precisa ser levado do presídio para uma audiência é montado um forte e caro aparato policial. Foi o que aconteceu nesta semana, no deslocamento do ex-deputado Natalino Guimarães do Presídio de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, para o Rio de Janeiro, onde é acusado de ser chefe de milícia.
O custo do transporte, R$ 40 mil. E foi a segunda viagem em menos de 30 dias. No mês que vem, o acusado ainda deve voltar ao Estado para prestar novo depoimento. Em todo o Brasil, o deslocamento de presos no ano passado custou R$ 1 milhão aos cofres públicos. Não precisaria ser assim.
Desde janeiro deste ano, o Brasil tem uma lei que permite aos juízes ouvir os réus a distância, usando a videoconferência. Sem que eles tenham de deixar os presídios. Sem que o Estado tenha que gastar com esse tipo de segurança. O problema é que, até agora, poucos estados têm a tecnologia.
A lei garante a presença do advogado e estabelece que o equipamento deve ser usado em quatro circunstâncias: quando houver suspeita de que o preso pertence a organização criminosa, risco de interferência na ordem pública, casos de doença ou possibilidade de o réu influenciar vítimas ou testemunhas.
No estado de Mato Grosso, o corregedor do Tribunal de Justiça não pretende investir no sistema, porque acha o equipamento caro demais. “E não acredito que tão cedo, na minha gestão, na gestão do próximo corregedor isso possa ocorrer aqui”, disse o corregedor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Manoel Ornelas.
Dois presídios federais de segurança máxima no país usam o sistema de videoconferência, que é emprestado da Justiça Federal. O de Catanduvas, no Paraná, foi o primeiro a usar, há três anos.
O outro é o de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. É lá que está preso e ex-deputado Natalino Guimarães, mas a videoconferência não pôde ser usada, porque o Rio de Janeiro ainda não tem o equipamento. Segundo o presidente do Tribunal de Justiça, por causa do processo de licitação, o sistema só estará pronto em dois meses.
Polêmica
Para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luis Zveiter, a videoconferência vai agilizar os processos e economizar dinheiro público. “É a garantia de que esse preso vai ter as suas garantias constitucionais preservadas e a população vai ficar tranquila”, disse Zveiter.
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto tem outra opinião: “Ela quebra um princípio muito claro, que é o princípio de você poder conversar olhando nos olhos do juiz sem interferência nem do Ministério Público nem do advogado. Essa economia poderia ser obtida se fizéssemos no sentido oposto, o juiz indo até a prisão e lá conversando com o preso”.
Para o Ministério da Justiça, a videoconferência é a melhor saída. Tanto que abriu uma licitação para equipar os cinco presídios de segurança máxima do país, incluindo o de Brasília, que ainda vai ser construído. “Toda comarca deveria ter seu equipamento, mantendo o preso no presídio e o juiz atuando na sede da sua vara. Isso evita transferência do preso, despesa com escolta e risco”, analisa Wilson Salles Damázio, diretor do Sistema Penitenciário Federal.